Violent Attitude If Noticed
Entrevista por Wladimyr Cruz em 25/04/2012
Com uma sonoridade diferenciada, o Violent Attitude If Noticed, o V.A.I.N. de Jundiaí/SP, vem chamando a atenção para seu novo disco, "Timeline" - o qual você pode baixar gratuitamente aqui.
Além de ouvir o álbum e conferir o show ao vivo, saiba mais sobre o conjunto e seu trabalho abaixo, pelas palavras do frontman Will Geraldo.
Além de ouvir o álbum e conferir o show ao vivo, saiba mais sobre o conjunto e seu trabalho abaixo, pelas palavras do frontman Will Geraldo.
O álbum "Timeline" foi lançamento recentemente, contando ai inclusive com a masterização de Jon Astley. Fale pra gente um pouco mais deste álbum e como tem sido a divulgação/aceitação do disco?Se comparado aos trabalhos anteriores, a diferença em estilo é notável mas acredito que a concepção em torno do "Timeline" aconteceu meio que naturalmente. Tivemos a saída de 2 membros da banda e a entrada de 3 novos membros e isso mexeu com a forma de escrever músicas, pois agora, nessa formação, as influências de cada um somadas, culminaram num produto final muito diferente do que vinhamos fazendo. Quando começamos a gravar, nossa maior preocupação foi transmitir essa nova dinâmica de trabalho, pois estavamos construindo músicas com sons e texturas que muitas vezes é difícil transmitir por meio de uma gravação de estúdio, mas acredito que conseguimos e daí a última etapa envolveu o Jon Astley porque não acreditaríamos em mais ninguém pra entender nossa visão.
A divulgação tem acontecido num trabalho conjunto da banda mais o selo 7th7 e a Monstro Discos mas queremos ampliar ainda mais nossos contatos levando esse álbum pra outras praias. A aceitação tem sido excelente. Muito positiva mesmo. Acho que o impacto maior tem sido no fato de não acreditarem que existem bandas que possam fazer esse tipo de música no Brasil.
O som do V.A.I.N. é algo bem especifico, de caráter bem mais voltado pra um publico mais velho. Concorda com essa afirmação? Como enxerga que o som da banda pode chegar num público mais novo e/ou sem tantas referencias?
Não há como discordar, realmente. Fazemos música que gostaríamos de ouvir. Inevitavelmente, isso alcançará um público mais velho, pois nós mesmos estamos na casa dos 35 + . Temos visto que o público mais novo tem uma reação instantaneamente positiva ao nos ouvir o que nos leva a crer que o problema é a falta de informação nas grandes mídias. O que se vende é o que aparece e o que aparece é muito ruim. Tenho me assustado com a quantidade de bandas boas que venho conhecendo nos últimos meses mas ninguém sabe disso. E não é pra menos. É como se fizessemos parte do underground do underground. Existem iniciativas muitas legais acontecendo em São Paulo, pra levar essa galera pra outros ouvidos e gostaria de destacar o Ponto Pro Rock que é uma parceria entre pessoas que fazem a diferença buscando locais pra expansão da música boa que não chega na mídia de massa. Talvez esse seja o caminho.
Boa parte do material da banda é bilingue, em português e inglês, o que demonstra clara intenção de atingir o mercado internacional. Como está rolando isso pro grupo?
Fato! Queremos mostrar nosso material pro mundo, porém sem esquecer de onde somos e daí a idéia de todas as publicações da banda serem em 2 linguas. Temos divulgado nosso material pra muita gente fora do país tentando estabelecer essa ponte e estamos bem otimistas com algumas conversas que tem acontecido. Acho que o segundo semestre reserva coisas bem legais.
Jundiaí, cidade natal de vocês, tem uma certa tradição no cenário hardcore/punk. Como estão as coisas ai hoje? Como o V.A.I.N. se encaixa e se posiciona no cenário local atual?A cidade nunca parou e a tradição continua. Muitas bandas boas tem aparecido e aparentemente o Metal tem falado mais alto mas acho que não nos encaixamos nesse cenário hoje em dia. Temos interesses bem diferentes de anos atrás e isso inevitavelmente afeta a forma de conduzir nosso trabalho.
Em video-news, a banda anunciou o relançamento e remaster dos discos anteriores, agora em um pack só. Conforme dito no mesmo video, há uma preocupação e cuidado com a arte gráfica do trabalho. Pode falar mais deste lado visual do conjunto?
Na realidade serão dois packs, sendo um pro primeiro EP e um para o primeiro álbum. Além do novo formato visual que será numa caixa Amaray de DVD com uma artwork maravilhosa, teremos ainda 2 opções no formato de áudio sendo um, o tradicional formato de CD 16 bit por 44.1kHz e o outro será um formato de alta resolução em DVD-A com 24 bit por 96kHz.
Acreditamos que a parte visual é de extrema importância. O público merece um pacote completo seja na compra de um CD ou assistindo a um show. Não queremos mostrar somente a música, mas sim tudo o que faz parte desse pacote. A arte visual complementa a música e vice-versa. Gostamos tanto disso que temos um projeto gigantesco para o segundo semestre, que acontecendo, será uma enorme oportunidade de mostrar essa conexão entre nossa música e nossa arte visual.
No disco "Timeline" há algumas faixas bem longas. Acredita que exista um conceito fechado de LP no trabalho de vocês? Ou um single - uma faixa longa como citado - pode ser consumido em mp3 e dar um panorama do que é o V.A.I.N.?
Existe sim um conceito fechado e essa é a razão pro disco não ter mais de 50 minutos de duração. Acreditamos ser esse o tempo máximo em que uma pessoa consegue se concentrar num álbum. A mensagem precisa ser passada dentro desse tempo que é suficiente para a viagem que propomos. Uma única faixa não mostraria a proposta da banda, logo, se for pra consumir MP3 que seja do disco todo.
Vocês vão tocar na Virada Cultural, dentro do palco SP Indie, as 03:00am. Obviamente esta é uma ótima ocasião para qualquer pessoa ter acesso ao trabalho de vocês, já que o show é gratuito, aberto etc. Mas diga, porque acredita que o V.A.I.N. seria uma banda que vale a pena ver ao vivo? O que diferencia o seu grupo de outros?Pelo que foi dito anteriormente vocês devem ter notado que temos uma preocupação muito grande com a qualidade. Seja sonora, seja visual. Queremos mostrar isso. Queremos mostrar que fazemos música que não se ouve normalmente por aqui. Queremos convidar a todos pra tirarem suas próprias conclusões.
Algum recado final? Algo a complementar?
Queremos estreitar laços com aqueles que reconhecem nosso trabalho e acredito que a apresentação inicial é a música propriamente dita. Sendo assim, ouçam nosso álbum "Timeline". Gostando, venham aos nossos shows e conheçam nosso conceito de apresentação. Depois disso, é só estreitar esses laços.
























