Enfia! Enfia! Enfia!! Rápido!!! Enfia logo o "Slip It In" nessa vitrola! Greg Ginn quer molestar seus ouvidos! Não seja tão inocente, as intenções ficam bem claras ainda na primeira faixa, que intitula o
terceiro álbum de estúdio do Black Flag.
Os gemidos de ninfa em cópula anunciam presença feminina na parada: é a baixista Kira Roessler debutando na banda desses punks caiçaras, no lugar de Chuck Dukowski - que participou das gravações como convidado, junto com sua namorada da época (ambos fazendo apenas backing vocals).
Aperfeiçoando a técnica demente que já impressionava em My War, Ginn infesta o Slip de solos atropelados, cuspidos insanamente, possuídos por longos bends e tappings engasgados, de arrepiar a cabeleira. Coisa de quem falhou ao tentar tocar como o Hendrix, ou de quem fumou muita erva durante extensos ensaios na garagem de sua casa.
As guitarradas lata-velha parecem um velho motor enferrujado, tentando funcionar à todo custo. Elas pintam becos sujos, paisagens fedorentas facilmente reconhecidas em pequenas e grandes idéias de hits do rock dos anos 90. Na medida em que o Black Flag flerta com outros estilos sem perder a característica, torna sua evolução mais evidente.
Em meados dos anos 80, o flerte do punk com o metal (e vice-versa) era escancaradíssimo. Os riffs deste álbum - mais pesados que em qualquer lançamento anterior - foram feitos para fazer sua cabeça rolar após um headbang nervoso. Depois de "Slip It In", ouça "Black Coffee", pra entender. Os mais fundamentalistas estavam putos com tanto requinte! Requinte? Quase.
"I get so wound up!" Aliás, importante advertir: ouça o álbum inteiro! Você está diante de um clássico! Senão, acaba perdendo verdadeiros socos na orelha como "Rats Eyes" e "The Bars" - algumas das primeiras contribuições de Henry Rollins como compositor - e "Obliteration", uma faixa instrumental matemática e burlesca!
A capa da freira amparada por uma perna peluda, desenhada pelo irmão de Greg (o artista Raymond Pettibon), é sarcástica e funciona bem com a falta de sanidade e saúde lírica. Ter este LP é ter uma autêntica relíquia do hardcore/punk. Lançado pela SST Records, o disco mostra um Flag tirando o pé do acelerador, mais débil mental, técnico e cheio de passagens arrastadas e suadas.
Os gemidos de ninfa em cópula anunciam presença feminina na parada: é a baixista Kira Roessler debutando na banda desses punks caiçaras, no lugar de Chuck Dukowski - que participou das gravações como convidado, junto com sua namorada da época (ambos fazendo apenas backing vocals).
Aperfeiçoando a técnica demente que já impressionava em My War, Ginn infesta o Slip de solos atropelados, cuspidos insanamente, possuídos por longos bends e tappings engasgados, de arrepiar a cabeleira. Coisa de quem falhou ao tentar tocar como o Hendrix, ou de quem fumou muita erva durante extensos ensaios na garagem de sua casa.
As guitarradas lata-velha parecem um velho motor enferrujado, tentando funcionar à todo custo. Elas pintam becos sujos, paisagens fedorentas facilmente reconhecidas em pequenas e grandes idéias de hits do rock dos anos 90. Na medida em que o Black Flag flerta com outros estilos sem perder a característica, torna sua evolução mais evidente.
Em meados dos anos 80, o flerte do punk com o metal (e vice-versa) era escancaradíssimo. Os riffs deste álbum - mais pesados que em qualquer lançamento anterior - foram feitos para fazer sua cabeça rolar após um headbang nervoso. Depois de "Slip It In", ouça "Black Coffee", pra entender. Os mais fundamentalistas estavam putos com tanto requinte! Requinte? Quase.
"I get so wound up!" Aliás, importante advertir: ouça o álbum inteiro! Você está diante de um clássico! Senão, acaba perdendo verdadeiros socos na orelha como "Rats Eyes" e "The Bars" - algumas das primeiras contribuições de Henry Rollins como compositor - e "Obliteration", uma faixa instrumental matemática e burlesca!
A capa da freira amparada por uma perna peluda, desenhada pelo irmão de Greg (o artista Raymond Pettibon), é sarcástica e funciona bem com a falta de sanidade e saúde lírica. Ter este LP é ter uma autêntica relíquia do hardcore/punk. Lançado pela SST Records, o disco mostra um Flag tirando o pé do acelerador, mais débil mental, técnico e cheio de passagens arrastadas e suadas.
Enviado por André Honey em 17/11/2011 (Quinta-feira), 08:33
Outras resenhas deste artista:
- Black Flag - Damaged (1981)
- Black Flag - My War (1984)
- Black Flag - In My Head (1985)
























