Fazia tempo que uma banda/disco não era tão achincalhado pelo público. Detalhe, falaram muito sem nem ouvir o tal álbum.
Quando surgiram há mais ou menos um ano, versões ao vivo de "Days Go By", todos xingaram a banda, alegando que a música seria uma cópia safada de "Times Like These" do Foo Fighters. (E até era um pouco mesmo, vamos e convenhamos). Depois, com a música finalizada, liberada como single, o comentário é que a música era "fraca". Com o segundo single liberado, "Cruising California (Bumpin' In My Trunk)", os tr00s se deseperaram. "Parece Black Eyed Peas". Kind of, mas tem contexto.
No final das contas, muitos do que arrotaram contra o disco e o taxaram de pop e lixo - ouvindo apenas duas faixas - são os mesmos que começaram a gostar de banda em singles igualmente descartáveis, como "Pretty Fly (For A White Guy)" ou "Original Prankster". Irrelevante.
Para sorte ou azar, o Offspring repete a fórmula desde "Ixnay On The Hombre", ou seja, mantém a base hardcore punk na maioria das faixas do álbum, mas faz concessões radiofônicas sem nenhuma vergonha e experimenta em estúdio afim de, quem sabe, marcar um novo big hit, como os já citados por exemplo.
Ecônomicos como de costume, são 12 faixas em 40 minutos de música, sendo que uma das músicas é uma regravação de "Dirty Magic" do álbum "Ignition", um desejo antigo de Dexter Holland. Tudo com produção do midas Bob Rock (Metallica, Motley Crue etc), um dos especialistas em moldar e lapidar faixas brutas para o mercado. A participação de rock fica bem clara por todo o cd.
Basicamente "Days Go By" é um disco de música pop, maduro em alguns momentos, muito bem construído em estúdio, com direito a loops, pianos e mimimis, com boas composições, e talvez até tentando quebrar um pouco da estrutura musical que eles mesmos criaram pra si. Percebemos isso por exemplo em "All I Have Left Is You", canção/balada formatada para rádios rock, numa levada até então inédita pro conjunto. Por outro lado, "Dividing By Zero" e "Slim Pickens Does The Right Thing And Rides The Bomb To Hell" são duas faixas hardcore que se completam e lembram muito a época do primeiro disco do grupo e do já citado "Ignition".
Tem pra todo mundo, e tem pra ninguém. O Offspring atira pra todos os lados, mas mantém uma coerência, e é ela que vai agradar ou afastar o ouvinte de vez.
"Haters gonna hate", diz o ditado. "it's cool to hate" cantou o próprio Offspring em meados da década de 1990. Odeie-os. Eles agradecem o ibope e continuarão sendo os mesmos punks milionários de 1994, errando e acertando com a mesma precisão. E assim os dias passam
Quando surgiram há mais ou menos um ano, versões ao vivo de "Days Go By", todos xingaram a banda, alegando que a música seria uma cópia safada de "Times Like These" do Foo Fighters. (E até era um pouco mesmo, vamos e convenhamos). Depois, com a música finalizada, liberada como single, o comentário é que a música era "fraca". Com o segundo single liberado, "Cruising California (Bumpin' In My Trunk)", os tr00s se deseperaram. "Parece Black Eyed Peas". Kind of, mas tem contexto.
No final das contas, muitos do que arrotaram contra o disco e o taxaram de pop e lixo - ouvindo apenas duas faixas - são os mesmos que começaram a gostar de banda em singles igualmente descartáveis, como "Pretty Fly (For A White Guy)" ou "Original Prankster". Irrelevante.
Para sorte ou azar, o Offspring repete a fórmula desde "Ixnay On The Hombre", ou seja, mantém a base hardcore punk na maioria das faixas do álbum, mas faz concessões radiofônicas sem nenhuma vergonha e experimenta em estúdio afim de, quem sabe, marcar um novo big hit, como os já citados por exemplo.
Ecônomicos como de costume, são 12 faixas em 40 minutos de música, sendo que uma das músicas é uma regravação de "Dirty Magic" do álbum "Ignition", um desejo antigo de Dexter Holland. Tudo com produção do midas Bob Rock (Metallica, Motley Crue etc), um dos especialistas em moldar e lapidar faixas brutas para o mercado. A participação de rock fica bem clara por todo o cd.
Basicamente "Days Go By" é um disco de música pop, maduro em alguns momentos, muito bem construído em estúdio, com direito a loops, pianos e mimimis, com boas composições, e talvez até tentando quebrar um pouco da estrutura musical que eles mesmos criaram pra si. Percebemos isso por exemplo em "All I Have Left Is You", canção/balada formatada para rádios rock, numa levada até então inédita pro conjunto. Por outro lado, "Dividing By Zero" e "Slim Pickens Does The Right Thing And Rides The Bomb To Hell" são duas faixas hardcore que se completam e lembram muito a época do primeiro disco do grupo e do já citado "Ignition".
Tem pra todo mundo, e tem pra ninguém. O Offspring atira pra todos os lados, mas mantém uma coerência, e é ela que vai agradar ou afastar o ouvinte de vez.
"Haters gonna hate", diz o ditado. "it's cool to hate" cantou o próprio Offspring em meados da década de 1990. Odeie-os. Eles agradecem o ibope e continuarão sendo os mesmos punks milionários de 1994, errando e acertando com a mesma precisão. E assim os dias passam
Enviado por Wladimyr Cruz em 25/06/2012 (Segunda-feira), 21:03






















