Sete anos. Na música pop atual, um período tão grande como esse sem lançar um disco pode significar o atestado de óbito de uma banda. Mas para o Garbage, é como se o tempo não tivesse passado, tamanha é a coesão, qualidade e coerência de seu novo álbum, Not Your Kind Of People. A começar pela faixa de abertura Automatic Systematic Habit, que mostra a Sonoridade Garbage intacta: o mix de pop, rock e eletrônica, com os deliciosos vocais de Shirley Manson cantando Lies, Lies, Lies/ You Love Those Lies emoldurando tudo. Big Bright World começa com levada eletrônica, baixo e teclados preparando a explosão de guitarras em seguida. Guitarras, muitas guitarras em todo o disco: não é isso que um álbum de rock que se preze deve ter? Esse tem, o que torna a audição empolgante do início ao fim. O primeiro single do disco vem a seguir com muitas guitarras. Blood For Poppies, apesar de uma pegada mais lenta e de não ser uma canção tão maravilhosa quanto Why Do You Love Me?, primeiro single do álbum Bleed Like Me, de 2005, criou a grande expectativa dos antigos e novos fãs para este novo disco.
E essa expectativa foi positivamente correspondida, ora em rocks energéticos e vigorosos como Felt, que parece um encontro do Echo and The Bunnymen com o New Order, I Hate Love, Battle In Me e Man On A Wire, e ora em baladas cantadas com leveza por Shirley como Not Your Kind Of People, a densa Sugar (give me sugar/give me something sweet), a bela Beloved Freak, uma ode ao estranho, e a quase folk Bright Tonight, com os violões conduzindo muito bem a melodia.
Especialmente as mulheres vão adorar a canção What Girls Are Made Of, um tratado do existir feminino: Tell me please what little girls are made of / Sugar and spice and all things nice / But we can bleed for a whole week straight / Every month and the pain doesnt faze us / Do you really think we give a shit about anything you said? Uma letra genial! Love Like Suicide, com clima eighties, é outra pérola do álbum que só saiu na edição japonesa.
O que Shirley Manson, Duke Erikson, Steve Marker e o grande Butch Vig quiseram mostrar com esse disco, lançado de forma totalmente independente, é que estão de volta para recuperar o tempo e o espaço perdidos. E poderemos vê-los ao vivo, pela primeira vez no Brasil, com a confirmação do show do Garbage no Festival Planeta Terra 2012.
E essa expectativa foi positivamente correspondida, ora em rocks energéticos e vigorosos como Felt, que parece um encontro do Echo and The Bunnymen com o New Order, I Hate Love, Battle In Me e Man On A Wire, e ora em baladas cantadas com leveza por Shirley como Not Your Kind Of People, a densa Sugar (give me sugar/give me something sweet), a bela Beloved Freak, uma ode ao estranho, e a quase folk Bright Tonight, com os violões conduzindo muito bem a melodia.
Especialmente as mulheres vão adorar a canção What Girls Are Made Of, um tratado do existir feminino: Tell me please what little girls are made of / Sugar and spice and all things nice / But we can bleed for a whole week straight / Every month and the pain doesnt faze us / Do you really think we give a shit about anything you said? Uma letra genial! Love Like Suicide, com clima eighties, é outra pérola do álbum que só saiu na edição japonesa.
O que Shirley Manson, Duke Erikson, Steve Marker e o grande Butch Vig quiseram mostrar com esse disco, lançado de forma totalmente independente, é que estão de volta para recuperar o tempo e o espaço perdidos. E poderemos vê-los ao vivo, pela primeira vez no Brasil, com a confirmação do show do Garbage no Festival Planeta Terra 2012.
Enviado por Paulo Ricardo Schwin em 12/07/2012 (Quinta-feira), 07:01






















