Atari Teenage Riot em SP
15/06/2012 - Cine Jóia - São Paulo/SP
Você acha que já viu um show punk? Desculpa, se você não viu o Atari Teenage Riot ao vivo você não viu nada.
Quem te diz isso é alguém que já testemunhou boa parte do punk rock mundial ao vivo. Acredite.
Comparável somente a um show dos Stooges talvez, o caos e ferocidade do ATR ao vivo é sublime. Por mais de uma hora, palavras de (des)ordem e breves - porém funcionais - discursos inflamaram os corações e machucaram o ouvido dos presente.
A anti-música, o tal digital hardcore, começou ensurdecedor, abaixou na metade e explodiu de alto no final, após o público em uníssono desafiar pedindo "Louder! Louder!". Não tinha que ser diferente.
Não teve muito espaço pra instagram ou copinho de cerveja. O conformismo do dia-a-dia, naquele momento, não fazia sentido. Livres e felizes, público e banda juntos em cima do palco, driblavam a segurança e mandavam às favas as regras. Anarquia, manja?
"Black Flags", "Activate!", "Into The Death" (talvez a maior roda de pogo que o Cine Jóia já viu, e mais, em um show "eletrônico"), "Too Dead For Me", "Atari Teenage Riot", "Is This Hyperreal?", "Sick To Death", sons de toda sua carreira, sem descanso, com a bela e perturbada Nic Endo e o agressivo Rowdy Superstar sendo comandados (existe isso na anarquia?) pelo mítico Alec Empire, um dos principais nomes da música de vanguarda dos anos 1990, seguramente.
"Speed", single que conheci -e ficou conhecido por aqui- circa 1997, foi um dos pontos altos. Fan favourite sem dúvida. Pra fechar, a antiga "No Remorse (I Wanna Die)" - aquela com participação do Slayer; a doentia "Start The Riot" e "Revolution Action" - seu maior hit.
Ouvido apitando, Alec Empire agradece, cumprimenta a galera do gargarejo, e tem que partir para um after-party para discotecar. Desculpe, eu estava em um show punk rock, gigs punk não tem after-party. Boa noite. Delete Yourself.
Quem te diz isso é alguém que já testemunhou boa parte do punk rock mundial ao vivo. Acredite.
Comparável somente a um show dos Stooges talvez, o caos e ferocidade do ATR ao vivo é sublime. Por mais de uma hora, palavras de (des)ordem e breves - porém funcionais - discursos inflamaram os corações e machucaram o ouvido dos presente.
A anti-música, o tal digital hardcore, começou ensurdecedor, abaixou na metade e explodiu de alto no final, após o público em uníssono desafiar pedindo "Louder! Louder!". Não tinha que ser diferente.
Não teve muito espaço pra instagram ou copinho de cerveja. O conformismo do dia-a-dia, naquele momento, não fazia sentido. Livres e felizes, público e banda juntos em cima do palco, driblavam a segurança e mandavam às favas as regras. Anarquia, manja?
"Black Flags", "Activate!", "Into The Death" (talvez a maior roda de pogo que o Cine Jóia já viu, e mais, em um show "eletrônico"), "Too Dead For Me", "Atari Teenage Riot", "Is This Hyperreal?", "Sick To Death", sons de toda sua carreira, sem descanso, com a bela e perturbada Nic Endo e o agressivo Rowdy Superstar sendo comandados (existe isso na anarquia?) pelo mítico Alec Empire, um dos principais nomes da música de vanguarda dos anos 1990, seguramente.
"Speed", single que conheci -e ficou conhecido por aqui- circa 1997, foi um dos pontos altos. Fan favourite sem dúvida. Pra fechar, a antiga "No Remorse (I Wanna Die)" - aquela com participação do Slayer; a doentia "Start The Riot" e "Revolution Action" - seu maior hit.
Ouvido apitando, Alec Empire agradece, cumprimenta a galera do gargarejo, e tem que partir para um after-party para discotecar. Desculpe, eu estava em um show punk rock, gigs punk não tem after-party. Boa noite. Delete Yourself.
Enviado por Wladimyr Cruz
Confira fotos desse show, por Marcela Návia:





































