Bigott e Mykonos Flame no Beco 203
29/06/2012 - Beco 203 - São Paulo/SP
Indie é o diminutivo de independent. Na década de 2000 indie se fortaleceu como rótulo musical e de estilo. E na noite de ontem foi o tema da IndieRokkers, festa que rolou no Beco 203 com a participação da banda espanhola Bigott e com abertura da Mykonos Flame.
Por volta da meia noite a discotecagem dava o ritmo, músicas indies rolavam e faziam dançar aqueles vestidos com camisa xadrez e faixa etária entre 18 e 25 anos. The Vaccines, Foster the People, Vampire Weekend, Arctic Monkeys, de vez em quando The Smiths, Pixies, até mesmo Foo Fighters e Queens of the Stone Age, mas logo Arctic Monkeys voltava a tocar.
A banda carioca Mykonos Flame, fez o show de abertura mostrando muita técnica e profissionalismo e agradaram o público. O som do grupo é muito semelhante com as bandas indie pop atuais, é possível perceber alguma influência de Modest Mouse e Vampire Weekend, mas o Mykonos Flame, chama a atenção por mesclar diversos instrumentos (ukulele, trompete, teclado) fazendo com que seu som também lembre Beirut, folk, música latina e o último álbum de Eddie Vedder. Todos os integrantes tocam com muita técnica o que explica a qualidade do som. Com músicas próprias cantadas em inglês, o grupo tocou e agradou os presentes.
Bigott. É bem provável que você nunca tenha ouvido falar dessa banda, eu mesma nunca tinha ouvido. E se você já conhecia, parabéns, é uma banda que vale a pena ser vista e ouvida, e que vai te surpreender de alguma forma, mesmo que você não goste ou vire fã.
Bigott é da Espanha e tem causado um frisson nos últimos anos, justamente por suas particularidades e sonoridade curiosa, além da figura (estranha??) e expressiva do vocalista. É difícil descrever o som, mas percebe-se muitos estilos misturados em um só, é alternativo e experimental, une o rock, folk e música espanhola, o fato dos músicos serem multi instrumentistas acrescenta ainda mais combinações.
A apresentação de uma hora mesclou um set list que variava entre músicas calmas e outras mais agitadas, com direito a solo de bateria e um baixo muito bem marcado. A performance da banda é serena, mesclada com as dancinhas do vocalista. O grupo entrou e saiu do palco sem trocar uma palavra com o público, mas mesmo isso parecendo negativo, não foi arrogante.
O show foi ótimo, diferente, para quem gosta de música, um show no currículo que faz diferença. Não virei fã da banda e nem tão cedo ouvirei uma música deles, mas valeu a pena ter visto o show.
O único problema foi o momento. Banda certa na hora errada com o público errado. Era fácil de perceber que poucos estavam ali por causa da banda, mas esses poucos fizeram valer sua presença, mostrando muita empolgação. A maioria dos presentes muitas vezes conseguiam conversar muito mais alto do que a própria música tocava. Uma pena, perderam um ótimo show.
Mas tudo bem, que venham mais bandas de nomes estranhos e que poucos conhecem para nos mostrar um bom trabalho.
Por volta da meia noite a discotecagem dava o ritmo, músicas indies rolavam e faziam dançar aqueles vestidos com camisa xadrez e faixa etária entre 18 e 25 anos. The Vaccines, Foster the People, Vampire Weekend, Arctic Monkeys, de vez em quando The Smiths, Pixies, até mesmo Foo Fighters e Queens of the Stone Age, mas logo Arctic Monkeys voltava a tocar.
A banda carioca Mykonos Flame, fez o show de abertura mostrando muita técnica e profissionalismo e agradaram o público. O som do grupo é muito semelhante com as bandas indie pop atuais, é possível perceber alguma influência de Modest Mouse e Vampire Weekend, mas o Mykonos Flame, chama a atenção por mesclar diversos instrumentos (ukulele, trompete, teclado) fazendo com que seu som também lembre Beirut, folk, música latina e o último álbum de Eddie Vedder. Todos os integrantes tocam com muita técnica o que explica a qualidade do som. Com músicas próprias cantadas em inglês, o grupo tocou e agradou os presentes.
Bigott. É bem provável que você nunca tenha ouvido falar dessa banda, eu mesma nunca tinha ouvido. E se você já conhecia, parabéns, é uma banda que vale a pena ser vista e ouvida, e que vai te surpreender de alguma forma, mesmo que você não goste ou vire fã.
Bigott é da Espanha e tem causado um frisson nos últimos anos, justamente por suas particularidades e sonoridade curiosa, além da figura (estranha??) e expressiva do vocalista. É difícil descrever o som, mas percebe-se muitos estilos misturados em um só, é alternativo e experimental, une o rock, folk e música espanhola, o fato dos músicos serem multi instrumentistas acrescenta ainda mais combinações.
A apresentação de uma hora mesclou um set list que variava entre músicas calmas e outras mais agitadas, com direito a solo de bateria e um baixo muito bem marcado. A performance da banda é serena, mesclada com as dancinhas do vocalista. O grupo entrou e saiu do palco sem trocar uma palavra com o público, mas mesmo isso parecendo negativo, não foi arrogante.
O show foi ótimo, diferente, para quem gosta de música, um show no currículo que faz diferença. Não virei fã da banda e nem tão cedo ouvirei uma música deles, mas valeu a pena ter visto o show.
O único problema foi o momento. Banda certa na hora errada com o público errado. Era fácil de perceber que poucos estavam ali por causa da banda, mas esses poucos fizeram valer sua presença, mostrando muita empolgação. A maioria dos presentes muitas vezes conseguiam conversar muito mais alto do que a própria música tocava. Uma pena, perderam um ótimo show.
Mas tudo bem, que venham mais bandas de nomes estranhos e que poucos conhecem para nos mostrar um bom trabalho.
Enviado por Ursula Karina
Confira fotos desse show, por Daniel Salsicha:







































