NOFX & Bullet Bane em SP
07/07/2012 - A Seringueira - São Paulo/SP
Em sua quarta passagem pelo Brasil, o NOFX sobreviveu a mais um show selvagem. Se por um lado a casa - A Seringueira - é uma das melhores e mais bonitas para shows e eventos em SP (acerto memorável da produção), por outro, parte do público contrastava, com sede de caos.
Cusparadas, objetos arremessados no palco (um suspensório incluso), moshs, rodas de pogo, brigas e beijo na boca (!). O NOFX já deve ter se acostumado que show deles em SP é assim, e dificilmente irá mudar. Criou-se uma cultura de descontrole e afrontamento em seus shows em SP de uma forma que não tem mais volta. E digo com propriedade, isso é só em SP, já vi o grupo em outras praças e a coisa é bem mais light.
A trilha sonora disso tudo é um set-list com as fan favourites, e as favoritas de Fat Mike. No primeiro quesito, entram "Murder The Government", "Punk Rock Elite", "Leave It Alone", "Stick In My Eye", "Linoleum", "Bob", "Franco Unamerican", entre outros singles. No segundo, entram faixas como "Heroujuana" ("uma das minhas favoritas da banda, uma música realmente boa", disse Mike), "We Called It America", "Mattersville", "Totally Fucked", "Louise", "There Is No Fun In Fundamentalism" e outras menos conhecidas do público médio -mas onde fica clara a satisfação do artista em executa-la, e mais, o desejo de se desvencilhar dos hits de sempre e ousar mais no set list. No meio disso tudo ainda coube "I Believe In Goddess", faixa do novo álbum do grupo que sai em 11 de setembro próximo.
Passeando entre o messiânico e o puro entretenimento, o grupo faz quase 1 hora e meia de show seguindo um set-list generoso, executado com perfeição; mas onde a banda fica nada burocrata é mesmo durante as piadas, tiradas e brincadeiras, tudo em inglês, para infelicidade de boa parte do público que não entendia nada.
Para fechar a bagunça punk, "Reeko", onde Mike e Melvin trocam de instrumentos, voltando para um bis já programado com "Backstage Passport", "Don't Call me White", "Moron Brothers" e "The Brews". Oi! Oi! Oi! e fim de papo.
Comparado com o show de Curitiba, o set-list teve poucas mudanças, e a "cidade modelo" recebeu duas faixas a mais na soma total. A tour sul-americana inteira seguiu mais ou menos o mesmo roteiro, enfim.
Vale lembrar que quem abriu a noite em SP foi o Bullet Bane, que pela segunda vez dividiu o palco com o NOFX na capital paulistana. Tal qual na vez anterior, a banda polarizou opiniões, com parte da platéia curtindo e aprovando, e outra hostil esperando a atração principal. No palco, músicas do disco "New World Broadcast", um cover de "Peaceful Day" do Pennywise e bastante humildade ao tratar com público. Entre mortos e feridos, saíram-se bem, mais bônus do que ônus.
Missão cumprida. Os "professional punkers" reafirmaram seu posto de uma das principais e mais queridas bandas punk da história. Com muito cuspe na cara e muito dinheiro no bolso, seguem sua tour mundial. Por aqui, ficamos com um belo show, uma bela produção e uma ótima lembrança pra contar e guardar, mais uma vez.
Cusparadas, objetos arremessados no palco (um suspensório incluso), moshs, rodas de pogo, brigas e beijo na boca (!). O NOFX já deve ter se acostumado que show deles em SP é assim, e dificilmente irá mudar. Criou-se uma cultura de descontrole e afrontamento em seus shows em SP de uma forma que não tem mais volta. E digo com propriedade, isso é só em SP, já vi o grupo em outras praças e a coisa é bem mais light.
A trilha sonora disso tudo é um set-list com as fan favourites, e as favoritas de Fat Mike. No primeiro quesito, entram "Murder The Government", "Punk Rock Elite", "Leave It Alone", "Stick In My Eye", "Linoleum", "Bob", "Franco Unamerican", entre outros singles. No segundo, entram faixas como "Heroujuana" ("uma das minhas favoritas da banda, uma música realmente boa", disse Mike), "We Called It America", "Mattersville", "Totally Fucked", "Louise", "There Is No Fun In Fundamentalism" e outras menos conhecidas do público médio -mas onde fica clara a satisfação do artista em executa-la, e mais, o desejo de se desvencilhar dos hits de sempre e ousar mais no set list. No meio disso tudo ainda coube "I Believe In Goddess", faixa do novo álbum do grupo que sai em 11 de setembro próximo.
Passeando entre o messiânico e o puro entretenimento, o grupo faz quase 1 hora e meia de show seguindo um set-list generoso, executado com perfeição; mas onde a banda fica nada burocrata é mesmo durante as piadas, tiradas e brincadeiras, tudo em inglês, para infelicidade de boa parte do público que não entendia nada.
Para fechar a bagunça punk, "Reeko", onde Mike e Melvin trocam de instrumentos, voltando para um bis já programado com "Backstage Passport", "Don't Call me White", "Moron Brothers" e "The Brews". Oi! Oi! Oi! e fim de papo.
Comparado com o show de Curitiba, o set-list teve poucas mudanças, e a "cidade modelo" recebeu duas faixas a mais na soma total. A tour sul-americana inteira seguiu mais ou menos o mesmo roteiro, enfim.
Vale lembrar que quem abriu a noite em SP foi o Bullet Bane, que pela segunda vez dividiu o palco com o NOFX na capital paulistana. Tal qual na vez anterior, a banda polarizou opiniões, com parte da platéia curtindo e aprovando, e outra hostil esperando a atração principal. No palco, músicas do disco "New World Broadcast", um cover de "Peaceful Day" do Pennywise e bastante humildade ao tratar com público. Entre mortos e feridos, saíram-se bem, mais bônus do que ônus.
Missão cumprida. Os "professional punkers" reafirmaram seu posto de uma das principais e mais queridas bandas punk da história. Com muito cuspe na cara e muito dinheiro no bolso, seguem sua tour mundial. Por aqui, ficamos com um belo show, uma bela produção e uma ótima lembrança pra contar e guardar, mais uma vez.
Enviado por Wladimyr Cruz
Confira fotos desse show, por Daniel Salsicha:













































