Rx Bandits, Lisabi e O Mundo Analógico em SP
28/07/2012 - Carioca Club - São Paulo/SP
Ocorreu ontem em São Paulo um encontro inesquecível para os fãs de RX Bandits, afinal, o grupo, na ativa desde 1996, recentemente anunciou que estaria cumprindo sua última turnê e que dissolver-se-ia logo depois.
Na porta do Carioca Club, em Pinheiros, muitas expectativas, mas ainda era cedo para conjeturas. Ao lado, no botequim, de lei, tinha a cerveja e seu séquito de fiéis admiradores, todos aguardando a hora da casa liberar a entrada.
Uma vez lá dentro, tive a impressão de que seria um show intimista, havia pouca gente para muito espaço. Tive também a sensação de ter cometido uma grande cagada, que foi confirmada quando mirei o preço das bebidas no menu. Tarde demais, devia ter tomado um Dreher lá fora.
Eu ignorava quais seriam as bandas de abertura, todavia tive uma grata surpresa quando, às 18:35, subiram ao palco os catarinenses d'O Mundo Analógico. Eles haviam ganhado uma votação criada pela produção do evento para ver quem abriria o show dos Bandits. Com influências de bandas como Sublime, os sete fazem um ska-punk raiz, com naipe de metais ensolarados e alguns momentos mais distorcidos. As letras, em grande parte, tratam de temas sociais, mas de preferência com otimismo. A apresentação durou por volta de meia-hora e foi um merecido retorno aos palcos, já que estavam há um tempo sem tocar, devido a uma cirurgia sofrida pelo vocalista.
A banda Lisabi, de Campinas, veio logo em seguida (também vencedora do concurso supracitado) e traziam um som mais complexo, com diversas quebras de ritmo, interessantes melodias e uma pegada híbrida de pós-hardcore com ska. Cantando ora em inglês, ora em português, com duetos masculino/feminino, fizeram uma ótima apresentação, que agradou bastante os presentes.
A essa altura, a casa já havia enchido e o momento mais aguardado da noite estava prestes a acontecer. Os californianos do Rx Bandits começaram a tocar às 20h, e já começaram arregaçando, com a música "VCG3" do álbum "Progress". Com a formação reduzida a quatro integrantes, deixando de lado os metais que abundam em seus discos, os RX fizeram um show enérgico, de longe, o mais empolgante da noite, naturalmente. Os fãs calorosos prontamente abriram uma roda de pogo (a primeira do rolê) e agitaram durante toda a apresentação, enquanto Matt Embree (voz e guitarra), Steve Choi (guitarra, teclados e vocais), Joseph Troy (baixo e vocais) e Chris Tsagakis (bateria), desfilaram um apanhado de sons de seus álbuns mais relevantes. O som estava ótimo, aliás, como em todas as apresentações da noite o som encontrava-se muito bem regulado. A única falha que ocorreu foi o desaparecimento do som do teclado durante uma música, mas isso foi prontamente resolvido.
A plateia pulou e cantou em absolutamente todas as canções, sem exceção. Bradejavam todas as letras de cor e recriavam até as passagens dos metais. A banda, com seu som peculiar e diversificado, alternava momentos mais pesados com outros mais leves (com ênfase nos teclados), quebras de tempo, paradas, etc. Às vezes se notava mais a veia ska, como em "Consequential Apathy"; e o reggae, em "Aparition". Destaque também para a canção "Decrescendo" e a cantoria geral dos fãs.
Para o bis, eles voltaram com uma versão prolongada de "Only for the Night", com direito até a solo de bateria do guitarrista e tecladista; isso mesmo, além de tocar esses dois instrumentos, Steve Choi também se mete a tocar batera em uma performance dupla com o baterista. A apresentação termina assim e o público queda deveras satisfeito, mas com uma dorzinha no coração. Foi o penúltimo show deles no Brasil, o último será em Criciúma. Saí de lá e tomei minha dose. Adeus!
Na porta do Carioca Club, em Pinheiros, muitas expectativas, mas ainda era cedo para conjeturas. Ao lado, no botequim, de lei, tinha a cerveja e seu séquito de fiéis admiradores, todos aguardando a hora da casa liberar a entrada.
Uma vez lá dentro, tive a impressão de que seria um show intimista, havia pouca gente para muito espaço. Tive também a sensação de ter cometido uma grande cagada, que foi confirmada quando mirei o preço das bebidas no menu. Tarde demais, devia ter tomado um Dreher lá fora.
Eu ignorava quais seriam as bandas de abertura, todavia tive uma grata surpresa quando, às 18:35, subiram ao palco os catarinenses d'O Mundo Analógico. Eles haviam ganhado uma votação criada pela produção do evento para ver quem abriria o show dos Bandits. Com influências de bandas como Sublime, os sete fazem um ska-punk raiz, com naipe de metais ensolarados e alguns momentos mais distorcidos. As letras, em grande parte, tratam de temas sociais, mas de preferência com otimismo. A apresentação durou por volta de meia-hora e foi um merecido retorno aos palcos, já que estavam há um tempo sem tocar, devido a uma cirurgia sofrida pelo vocalista.
A banda Lisabi, de Campinas, veio logo em seguida (também vencedora do concurso supracitado) e traziam um som mais complexo, com diversas quebras de ritmo, interessantes melodias e uma pegada híbrida de pós-hardcore com ska. Cantando ora em inglês, ora em português, com duetos masculino/feminino, fizeram uma ótima apresentação, que agradou bastante os presentes.
A essa altura, a casa já havia enchido e o momento mais aguardado da noite estava prestes a acontecer. Os californianos do Rx Bandits começaram a tocar às 20h, e já começaram arregaçando, com a música "VCG3" do álbum "Progress". Com a formação reduzida a quatro integrantes, deixando de lado os metais que abundam em seus discos, os RX fizeram um show enérgico, de longe, o mais empolgante da noite, naturalmente. Os fãs calorosos prontamente abriram uma roda de pogo (a primeira do rolê) e agitaram durante toda a apresentação, enquanto Matt Embree (voz e guitarra), Steve Choi (guitarra, teclados e vocais), Joseph Troy (baixo e vocais) e Chris Tsagakis (bateria), desfilaram um apanhado de sons de seus álbuns mais relevantes. O som estava ótimo, aliás, como em todas as apresentações da noite o som encontrava-se muito bem regulado. A única falha que ocorreu foi o desaparecimento do som do teclado durante uma música, mas isso foi prontamente resolvido.
A plateia pulou e cantou em absolutamente todas as canções, sem exceção. Bradejavam todas as letras de cor e recriavam até as passagens dos metais. A banda, com seu som peculiar e diversificado, alternava momentos mais pesados com outros mais leves (com ênfase nos teclados), quebras de tempo, paradas, etc. Às vezes se notava mais a veia ska, como em "Consequential Apathy"; e o reggae, em "Aparition". Destaque também para a canção "Decrescendo" e a cantoria geral dos fãs.
Para o bis, eles voltaram com uma versão prolongada de "Only for the Night", com direito até a solo de bateria do guitarrista e tecladista; isso mesmo, além de tocar esses dois instrumentos, Steve Choi também se mete a tocar batera em uma performance dupla com o baterista. A apresentação termina assim e o público queda deveras satisfeito, mas com uma dorzinha no coração. Foi o penúltimo show deles no Brasil, o último será em Criciúma. Saí de lá e tomei minha dose. Adeus!
Enviado por Henrique Rodrigues
Confira fotos desse show, por Dino Cash:










































